O que é o SONO?

Embora a descrição a seguir seja precisa, a função do sono ainda permanece um mistério não completamente desvendado. Muita pesquisa e tecnologia estão sendo empregados para observa-lo bem como alguns distúrbios a ele associados que trazem grande repercussão para saúde geral do indivíduo.

Apesar da dificuldade em se definir o sono com precisão, um observador pode normalmente dizer quando uma pessoa está dormindo: aquele que dorme exibe um certo distanciamento do ambiente e fica, usualmente, imóvel. Entre os animais, no entanto, golfinhos e outros mamíferos marinhos nadam enquanto dormem e alguns pássaros talvez durmam durante as longas migrações.

Em 1953, pioneiro na pesquisa sobre o sono Nathaniel Kleitman e seu aluno Eugene Aserinsky, ambos da University of Chicago, derrubaram definitivamente a crença comum de que o sono era simplesmente uma interrupção na maior parte da atividade cerebral. Eles descobriram que o sono é marcado por períodos de movimentos rápidos dos olhos, conhecido como sono REM (do inglês Rapid Eye Movement). Sua existência implica que alguma coisa ativa ocorre durante o sono. Todos os mamíferos terrestres examinados têm o sono REM, que se alterna, em ciclos regulares, com o sono não-REM.

Mais recentemente, o maior progresso nessa área foi alcançado com a caracterização da natureza do sono na escala das células nervosas (neurônios) no cérebro. Nos últimos 20 anos, cientistas se especializaram em técnicas para guiar microfios (com apenas 32 mícrons de largura, comparáveis ao mais fino fio de cabelo humano) por várias regiões cerebrais. Esses fios não causam dor ao ser implantados e têm sido utilizados em humanos e em uma grande variedade de animais de laboratório, que podem continuar mantendo suas atividades rotineiras, inclusive dormir, enquanto são examinados.

Esses estudos demonstram, como poderíamos esperar, que a maioria dos neurônios cerebrais está em seu nível máximo de atividade, ou perto dele, quando o paciente está acordado. As atividades neurais durante o sono, porém, são surpreendentemente variadas. Apesar da postura similar e do distanciamento do ambiente demonstrados por quem dorme, o cérebro se comporta de maneira completamente diferente nos dois estágios do sono.